quarta-feira, novembro 23, 2005

103. Nada de nada


Espreito a noite pela janela
E a estrela mais bela,
Enquanto cerco as palavras de fantasia
E dou asas ao pensamento.

Do outro lado da rua deserta,
O eco da alegria,
O vislumbre do vulto
E a antevisão do momento.

O culto oculto é o código
E o código, fruto da lógica ilógica,
Intensa e demorada,
registado em miradas, mais ou menos, profundas,
A verdade que não é denunciada.

O silêncio converte-se em riso
Quando confunde o enredo
E tudo é coragem... nada medo.

Anulo a distância,
Da janela à porta, meia dúzia de passos.
Corre a magia,
Espanta-se a nostalgia
E galopante é a hora, quando me acerco.

Esfuma-se a ilusão,
Instala-se a confusão
E do tumulto que assalta o coração...
Nada de nada transparece.

Criminosa, culpada mas também receosa,
O sorriso surge, por entre os fios dourados,
Sem que se perceba o seu destino...
Na camuflagem das sombras ousa-se,
Esbate-se a máscara
Mas, eis que se não quando, parte...
Parte O vulto...
Fica o vazio da calada da noite
E o regresso à janela...
de onde se contempla a... ruela.

Espero pelo novo dia,
Aquele em que o luar ou a mais singela luz,
Me revela, inebria e seduz...
Aquele em que, de olhos nos olhos,
Sem receios ousarei...
Ousarei abraçar o segundo, o minuto, a vida ou o amor
E murmurar-lhe docemente:

Não partas... Estou aqui!*


* Versos editados a 25 de Novembro, com o intuito de não defraudar quem mantém viva a fé no amor e gostaria que os vultos não partissem.

26 comentários:

antonior disse...

Gostei das palavras.

Gostei das imagens.

Gostei de ver Paul Gaugin no banner do topo.

:-)

Luís disse...

Eu sei que sou um refilão e queixinhas mas desta vez vai ter de ser! Porque é que O vulto teve de ir embora?! Caramba, ao menos que ficasse um bocadinho para dar mais umas quantas frases. :-)

Mas eu sei que vai chegar o dia em que a Maria nos vai presentear com um belo conto, uma prosa ou outro escrito onde ninguém tenha de ir embora ou deixar um sentimento por viver.

Mais uma vez, apesar da queixinha, é um prazer ler o que aqui escreve. Muitos parabéns e um beijinho

Daniel Aladiah disse...

Querida Maria Nunes
Vi as imagens... fez-me lembrar outros mundos, outras situações... gostei.
Um beijo
Daniel

Maria disse...

:)
antonior,
eu gosto das palavras... das que escrevo e das outras; gosto das imagens quando me inspiram e apaixona-me a pintura de Gauguin.

Um beijinho e obrigada pela visita a este meu cantito.

cbRicardo disse...

Ola, Maria!

Pois é, ficarei até ao fim .... o fim é último livro editado !
E o primeiro será de poesia, Maria Nunes ?

Bjinho grande!

Maria disse...

:)
Pronto, Luís, hoje está a dar-me para sorrir! E como poderia resistir a fazê-lo depois de ler o seu comentário?!

"... refilão e queixinhas..." :) Não comento porque bem sabe que não concordo.

"Porque é que O vulto teve de ir embora?!"
:) O vulto teve que ir embora porque estava na horita de ir dormir, passear, estar com amigos... sei lá! Não podia ficar ali quando não tinha a chave do código que abria o coração daquela mulher. Pelo menos, não naquele dia...

Luís,
o facto do sentimento não unir as pessoas não significa que não exista. Neste aspecto dou a mão à palmatória. Não sou pessimista mas a verdade é que sempre disse que, a maior parte das vezes, os grandes amores não vencem. Se calhar é pura ilusão. Não sei mas também não me preocupa sabê-lo.

Há pouco sentei-me no café, em frente a casa, e comecei a escrever um conto com a fiel pretensão de ter um fim "água com açúcar". Desisti a meio. :)Porquê?! Faltou-me a imaginação. :) Mas prometo continuar a tentar.

Como lhe disse talvez o "defeito" seja meu.

Há dias atrás, alguém que conheço dizia-me que "o bom de se ser solteiro muito tempo é que se a relação não resultar se está melhor preparado para enfrentar a situação". Imediatamente pensei: Qual quê!? Nada disso! O bom é que nos habituamos de tal forma a não partilhar o espaço que não sentimos a falta de alguém. É um pensamento um pouco egoista. Eu sei! Mas é assim que penso. Talvez porque, depois do choque inicial de chegar a casa e não ouvir os pais ou a mana, passei a saborear o "silêncio" deste meu pedaço de céu. Talvez porque, sempre envolvida com o trabalho, com o blog, com as caminhadas...(...) e rodeada de amigos, não tenha momentos em que me sinta só.
Talvez por achar que só vale a pena arriscar quando nos assalta "aquela" emoção que nos faz estremecer da cabeça aos pés.
Não duvide é de uma coisa! Apesar de todos estes pensamentos que a muitas pessoas não fazem sentido, continuo a acreditar que o amor existe e é o que de mais mágico existe no mundo. Mas o AMOR... não a ilusão, a paixão ou a pura atracção.

:)Para terminar e para não ser "mázinha" acrescento ao poema:

Espero pelo novo dia,
Aquele em que o luar ou a mais singela luz,
Me revela, inebria e seduz...
Aquele em que, de olhos nos olhos,
Sem receios ousarei...
Ousarei abraçar o segundo, o minuto, a vida ou o amor
E murmurar-lhe docemente:

Não partas… Estou aqui!


:)

Um beijinho, Luís

Maria disse...

Daniel,
:)
recordar é sempre bom, apesar de não tanto quanto viver.

Beijinho

Maria disse...

cbricardo,
até ao fim é muito tempo! :) Espero eu!!
Relativamente ao primeiro livro apenas posso dizer que para já há um primeiro blog. :)

(Uma confissão, aqui que ninguém me ouve: Escrevo poesia quando a falta de tempo ou a preguiça se impõem. Caso contrário dedico-me à prosa.)

Beijito também para ti.

Luís disse...

Maria,
Talvez não seja muito ortodoxo estar a fazer comentários ao comentário do meu comentário, mas a verdade é que não consigo!:-)

Nem imagina como a entendo quando diz que o sentimento existe apesar de em certas circunstâncias não unir as pessoas. E digo só mais uma coisinha: no preciso momento em que lia as suas palavras, alguém se encarregou de corroborar a sua tese… Portanto, aqui estamos plenamente de acordo. Agora, os grandes amores não vencerem é que me levanta algumas dúvidas, que passo a tentar explicar: Um grande amor só o é depois de confirmados determinados requisitos, que vão desde a intemporalidade ao constante pensar na pessoa em causa. Ora, ainda que o tempo de relação efectiva tenha sido interrompido, sabemos que é (e não:foi) um grande amor (para não dizer: o amor) porque o tempo passa e a única coisa que consegue fazer é aumentar as saudades! Concluindo, na minha opinião, para se identificar claramente o grande amor, teve-se de o viver… o que significa que venceu! Venceu nas horas de imensurável felicidade que os personagens passaram juntos. Se não vence para o resto da vida - no sentido de uma vida em comum - será sempre por circunstâncias adversas mas que em nada retiram intensidade ao amor, e então aí voltamos ao início deste parágrafo…

Solteiro a viver sozinho: nós desenvolvemos estratagemas que nos mantêm a mente ocupada e solidão é uma coisa que raramente sentimos. Concordo com a importância dos amigos e do tempo que o trabalho nos leva. Mas tenho de confessar que às vezes, felizmente poucas, sinto falta da presença de uma pessoa que possa deitar no meu colo e afagar-lhe os cabelos enquanto vejo tv. São coisas muito simples mas que de facto, por vezes, sinto necessidade.

Acerca do amor é que não posso mesmo debruçar-me se não este comentário fica gigante. A ilusão é extremamente simples de identificar e não tem grande valor, concordo em rejeitá-la; acerca da paixão não posso concordar… porque é ela a base do amor, quer dizer, pode não ser…mas de que recordações iria viver esse amor quando chegassem aos 20 anos de convivência? Ao fim de 4 ou 5 anos já sabe tão bem recordar essa fase louca! Tenho muita dificuldade em acreditar no amor sem a fase inicial da paixão. Soa-me a uma espécie de mútuo acordo… do tipo: "olha, somos amigos, gostamos um do outro, não estamos apaixonados, mas vamos viver juntos um grande amor". Não sei… não me parece que faça muito sentido. Por isso discordo da Maria quando diz que não devemos ligar à paixão, quando procuramos o verdadeiro amor. Espero que me tenha expressado bem. Quanto à pura atracção, é evidente que concordo. Isso é obra de outras idades.

Pois claro… tá a ver como é fácil?! Que raio… logo naquele dia O vulto tinha de se esquecer da chave do código de entrada para o coração da mulher! Assim está muito mais compostinho e podemos ficar com a "água com açúcar" ao imaginar os momentos felizes que as personagens viveram! Muito obrigado.

Não sei se peça desculpa por este comentário tão grande…
:-)

beijinho

cbRicardo disse...

Alo, Maria!
Até ao fim não é muito tempo !!!
O tempo é relativo, se continuar a ler com o prazer que hoje leio ... cada leitura será um instante de prazer ... espero acumular vários instantes de prazer que a tua escrita trasmite!
Não pude deixar de ler ... essa troca de galhardetes tão interessante...e comentar ...concordo com o Luis ... o inicio tem que ser "perfeito", pelo menos o inicio ... com a certeza que aquela paixao nos trasmite, essa pode sem querer ...ter sido construida ...até ficar no ponto daquele Sonho de infância ...do tal AMOR que afinal sempre existe e é possivel!!!
Desculpem a intromissão ...Abraço e Bjinnho

Maria disse...

Luís,
Hoje a refilona sou eu!! Também tenho direito, não?! (Estou a brincar consigo!)

:)

Não consigo resistir a explicar um ou outro aspecto sobre o que escrevi no comentárior que anteriormente lhe dirigi.

Muito se poderia dizer sobre o tema dos grandes amores, dependendo das várias situações envolventes. Há, inclusive, alguns que sentidos a dois nunca são concretizados numa relação por mais breve que seja.. Há outros que foram concretizados mas quis o destino que os rumos dos protagonistas se separassem pelas mais variadíssimas situações . Há milhares de contornos que assim o determinam. Mas, a verdade é que quase nunca o fim é a dois. Era a isso que me referia quando disse “não vencem”.

:) Se o fim não é a dois?! Porque escrever enredos que terminem assim?! Pronto!! Lá vem o meu lado mauzito à superfície!! :)

No que se refere ao trecho em que mencionei que “...continuo a acreditar que o amor existe e é o que de mais mágico existe no mundo. Mas o AMOR... não a ilusão, a paixão ou a pura atracção.”, não focava a paixão ou a atracção que está inerente ao amor mas sim àquelas que surgem isoladas de qualquer maior sentimento.

Para terminar, continuo convicta de que provavelmente o “defeito” é meu que vejo o amor como uma junção de cumplicidade, partilha, confiança, fidelidade, amizade, paixão, atracção...

:) A esta altura dirão os mais cépticos: Continua a sonhar...

- Pois continuo!!! – Respondo-lhes eu sem hesitar!

:)

Um beijinho, Luís, e não se preocupe com a dimensão do comentário. Esta pequenina janela só está activa porque gosto de trocar impressões e ler o que os outros têm a dizer!

Maria disse...

Cbricardo,
Obrigada mais uma vez pelo elogio.

Quanto à troca de galhardetes... :) Gosto disso! Trocar impressões não é, de modo algum, negativo.
Relativamente ao que disseste sobre o início de uma relação, quando é fruto de amor, concordo inteiramente contigo. No entanto a questão que tinha deixado no ar é que o Amor, o verdadeiro, é pura magia; não o é, na minha opinião, a paixão isolada, a atracção... No fundo são fugazes momentos que nos fazem construir um castelo nas nuvens e criar a ilusão de que o são. Não sei se me expliquei da melhor forma. (Estou a franzir o sobrolho e a enrugar o nariz. :) É mau sinal! Acho que o nexo da questão está lá mas...! :))

Um beijinho

cbRicardo disse...

Alo, Maria!

Eu não classifiquei como negativa a troca de Galhardetes, como sou novo, nestas "coisas", não sabia se estava a fazer algo de errado, ainda bem que não!
Tambem concordo contigo ... empatia, cumplicidade, ... só pode ser pura Magia!
Achei graça, porque às 0h vou ver o HPotter ,pura magia!
O tema se quisermos não se esgota! Nestas coisas a maturidade, também nos ensina ... ou pelo menos deve ajudar ... discernir sobre situações várias!

Beijinho ... Vou ver magia! ...esta com letra pequena!

Maria disse...

:)
Cbricardo,
resta-me desejar-te uma boa noite (com letra grande) de magia (com letra pequena), que é como quem diz: Bom filme! :)

Eu vou ficar por casita a "escrevinhar". Não a espreitar pela janela. :)
Amanhã "outros valores se levantam" e o dia, ou parte dele, será dedicado aos amigos que refilam muito mais do que eu ou o Luís, mas que também são sinónimo de magia... uma que, embora diferente, não é menos importante. Longe disso. :)

Beijinhos

Luís disse...

cbricardo:
uma vez que este bloco de comentários já está estragado - e não há dúvida que fui eu o principal responsável - aproveito a casa emprestada da Maria para lhe retribuir o abraço e agradecer também o seu comentário.Bem ao contrário de intromissão - que não carece da minima desculpa - foi agradável a sua participação nesta pequena confusão que gerei. Acho que se pode até afirmar que os 3 concordamos que a paixão não deve ser minimizada... eu e o ricardo concordamos que é a fase mais emotiva de um grande amor, a Maria tenta isolá-la para lhe poder chamar insuficiente por si só. Mas um grande amor de sonho que comece com a louca fase da paixão, parece-me uma ideia perfeitamente aceite pelos 3.
Mais uma vez obrigado e um grande abraço

ps: para não desarrumar ainda mais a casa da Maria, deixo aqui para si (Maria)só mais uma pequena nota. O minha definição de amor é baseada no conhecimento de casais juntos à muitos anos e dos quais transborda respeito, carinho, compreensão e amizade incondicional...é o caso dos meus pais, por exemplo. Os tempos são outros, é um facto, mas é por isso que vamos deixar de acreditar?Claro que não...Isto tenta dizer que estamos plenamente de acordo na ideia principal (conceito de amor), apesar de visões um pouco distintas de questões que lhe estão relacionadas.
Pronto... mais um sorriso, mais um beijinho, amigos na mesma e até à próxima discussão!

Maria disse...

Luís,

" Acho que se pode até afirmar que os 3 concordamos que a paixão não deve ser minimizada... eu e o ricardo concordamos que é a fase mais emotiva de um grande amor, a Maria tenta isolá-la para lhe poder chamar insuficiente por si só."

Relativamente a este último comentário sugiro uma leitura a tudo quanto escrevi nos comentários anteriores... e acrescento apenas duas coisas: não gosto de chamar lua ao sol e não tento absolutamente nada! A paixão existe mas não faz com que se partilhe uma vida. O amor sim!

antonior disse...

Olá!

Obrigado pela visita ao meu espaço e pelo comentário no retrato com fantasmas. Os fantasmas agradecem a apreciação.

Cumprimento-te por colocares uma foto do teu rosto no blog, que por sinal está muito bem, quando dizes não gostar de seres fotografada.

Reli o teu poema e ainda gostei mais do que da outra vez.

Beijinhos

Luís disse...

Maria,
devo-lhe um muito sincero pedido de desculpas se o meu comentário lhe causou alguma irritação. Obviamente que não era minha intenção mas a verdade é que é difícil conseguir passar uma ideia quando, ao mesmo tempo, lutamos contra o tamanho do texto.

A Maria sabe que eu leio atentamente tudo o que escreve, e a minha frase " a Maria tenta isolá-la para lhe poder chamar insuficiente por si só" resulta de uma tentativa de resumo da ideia principal que julguei ter apreendido correctamente. Visto agora, a frase parece realmente um pouco descabida e desprestigiante. Foi muito infeliz a palavra "tenta" porque dá ideia de uma acção que a Maria pratica no dia-a-dia. Ora, não era nem de longe essa a ideia, mas sim uma descrição do que refere nos seus comentários - descrição teórica, portanto.

A Maria fez nos seus comentários a distinção entre a paixão associada ao amor e a paixão isolada que pode surgir e desaparecer sem deixar marcas assinaláveis. Acho que foi aqui que surgiu o mal entendido, porque tanto eu como o Ricardo referíamo-nos apenas à paixão como fase inicial do amor e, pelo menos eu, não prestei muita atenção a esse outro conceito. Foi por isso que, partindo do princípio que nos referíamos à paixão associada ao amor, me pareceu que a Maria a tentava - repito, em teoria - isolá-la para lhe retirar significado.

Penso que fica claro que concordamos na importância da paixão que está na base e desenvolvimento do AMOR, ficando também evidente que a Maria identifica um outro tipo de paixão momentânea e quase sempre infrutífera, portanto, dispensável. Eu sei exactamente ao que se refere, mas prefiro chamar-lhe uma atracção mais duradoira que a vulgar atracção por, por exemplo, um corpo perfeito.

Para concluir, as divergências de opinião são até saudáveis e sinal claro de maturidade, mas é muito desagradável quando não conseguimos passar correctamente a nossa opinião e isso resulta numa espécie de insulto. É por isso que mais uma vez lhe peço desculpa se o meu comentário a ofendeu.

Maria disse...

antonior,
:)
tenho em casa um número considerável de fotografias, quase todas de paisagens, animais, monumentos, recantos citadidos... algumas de familiares e amigos e "meia-dúzia" em que apareço eu. Desde pequenina que não gosto de ser fotografada porque ou fico a fazer disparates típicos de quem gosta de brincar ou com uma carita "casmurra". É mau!! :) Por isso quis mudar a imagem do blog. A fotografia que tinha apresentava uma Maria demasiado pensativa, nostalgica e nada divertida. :)

Quanto ao poema, ainda bem que gostou. Confesso que também gosto mais dele agora. :)

Um beijinho

Maria disse...

Luís,
;) quando se utiliza a comunicação escrita e não a oral para exprimir uma idéia é "normal" que surjam este tipo de "mal-entendidos". A escrita, por vezes, limita-nos. Para além disso, não contamos com a entoação que a voz empresta a cada frase e pode ser determinante... já para não falar da linguagem gestual que, tantas vezes, nos ajuda a interpretar as mensagens que nos chegam. Assim sendo, é compreensível e aceitável que se promovam debates como este que ocorreu em função do "AMOR" e da "paixão".
;) Não se preocupe. Não me ofendeu. O Luís demonstrou apenas que acredita no que designo por amor puro.

Um beijinho

lena disse...

fiz do teu blog a minha sala de leitura e não parti,
acredito no amor sem a máscara da paixão esse não parte, envolve

continuo a acreditar que em breve consiga ver um livro de capas grossas com a tua poesia

beijinhos

lena

Anónimo disse...

...E tudo é coragem... nada medo...Não partas... estamos aqui para te ver continuar... beijos e espero que em breve possamos todos ver mais qualquer coisita...

beijos
LM

Maria disse...

Lena,
as palavras ditas no momento certo ganham um novo alento e, hoje, depois de um dia intenso e cansativo foi com carinho que me debrucei sobre o computador e li... li o que escreveste e senti o incentivo nas tuas palavras.
Obrigada.

Também referiste que "...acredito no amor sem a máscara da paixão esse não parte, envolve"... Mais não poderia concordar.

Um beijinho

Maria disse...

LM,
eu não parto... e se o fizer será apenas por uma fracção de segundo. Escrever é tão importante como o oxigénio que respiro. ;)

Beijinhos

P.S.
Já tinha saudades das tuas visitas por aqui.
Espero que as férias tenham sido o mais agradável possível e que tenhas regressado bem descansadito.

Eli disse...

:)

Ainda bem que assim é!

Gostei muito das imagens com azul...

:)

Maria disse...

:) Eli,

também gosto do azul... e do verde, do amarelo, do vermelho... Só pelo branco e pelo preto é que nem sempre me deixo seduzir. Uma porque é a ausência da cor e a outra a sua sujidade. ;)

Obrigada pela visita e pelas palavras.