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domingo, março 15, 2009

137. Regresso previsto para breve

O Sol já voltou a fazer parte dos nossos dias e já se sente o aroma da Primavera. Talvez por isso, hoje, me tenha debruçado sobre o portátil e resolvido a retomar os velhos hábitos de escrita.
Muitos meses decorreram desde as últimas palavras escritas com nexo e, por falta de prática, por preguiça mental, ou porque a imaginação se perdeu algures, sinto-me como uma parede em branco.
Haverá algo para dizer? Como conseguir que o comum dos leitores se abstraia dos problemas pessoais e sociais que tanto nos trazem cabisbaixos e consiga sonhar… voar e libertar-se!?
Disperso a atenção entre o Word e o Twitter… sem que me surja uma ideia digna desse nome.
As notícias são deprimentes e poucos são os que nesta tarde de domingo se refugiam no senso de humor.
Ouço uma velha música de Bob Dylan… recordo a sua decadente prestação, nos últimos concertos e concluo que também não será assim que as palavras me sorrirão.
Construir um enredo focado no amor parece-me ridículo nos tempos que correm, da mesma forma que centralizá-lo num contexto criminal o parece… talvez uma mistura entre os dois com um toque oculto, abstracto e mágico, com inspiração nos escritos de Brian Weiss, Chopra ou Osho, tenha algum efeito mais digno. Suposições e devaneios!
A verdade é que tenho verificado que cada vez mais o ser humano procura na consciência espiritual o que não consegue atingir através da sua vida profissional ou pessoal. Estamos cada vez mais votados a querer compreender o que existe para lá da realidade que tomamos como certa e a expandir os nossos horizontes.
O que escrever? Esta é a minha pergunta do momento!
O que pretendo? A segunda pergunta que me faz considerar o desejo de despertar os sonhos dos mais sisudos, de chocar os mais convencionais, de fazer soltar as vozes dos mais tímidos e de criar a dúvida nos que se julgam detentores da verdade. Uma coisa é certa… o sonho, a necessidade vital de sonhar, está sempre escondida em cada uma das palavras.

Após uma pequena interrupção para colocar a conversa em dia com a família e rever os comentários dos outros twitters, eis que surge finalmente um tímido sorriso que depressa se transforma em tudo menos isso.
Já tinha saudades de ler o Filipe Homem Fonseca, o Pedro Mexia e outros que são mais do que merecedores de atenção. Redescobri-los, agora no famoso Twitter, fez com que o registo tenha realmente valido a pena.

Como é lógico, ainda não tive nenhuma ideia, nem brilhante nem cinzenta, mas com a noite a começar a espreitar e a banda sonora alterada, talvez o momento se precipite… agora!

Cumprimentos a todos os que não desistiram de aqui vir passear os olhos e um até breve!

Cumprimentos também a quem acabou de descobrir o Exercícios de Escrita.

sábado, junho 11, 2005

89. Férias...

Este cantinho não está esquecido apenas de férias.

Um beijinho a todos os que lhe dedicarem meia dúzia de minutos.
Maria

sexta-feira, abril 22, 2005

79. Fim-de-semana prolongado...

A noite já deixou de ser uma menina quando por fim se escrevem as primeiras palavras. A escassas horas de entrar novamente no comboio, e vencer a distância que me separa daqueles que mais amo, vou enumerando mentalmente os companheiros de viagem: um caderno, um livro, uma caneta, a máquina fotográfica...
Sorrio.
Gosto de sorrir tal como gosto de escrever... e sempre que um motivo pertinente surge não deixo passar a oportunidade. Assim sendo, a boa disposição impera no curso dos meus dias, e a escrita também. Desta vez o mote foi o lembrar dos mimos que me aguardam... Um fim-de-semana prolongado até terça-feira que vai permitir “matar” saudades, não só de terras beirãs como também de familiares e amigos. Abandonado à sua sorte fica este meu cantinho. Por isso, resta deixar meia-dúzia de palavras a quem por aqui passar, a promessa de regressar em breve e votos de um excelente fim-de-semana.

Bom fim-de-semana.

quarta-feira, março 30, 2005

70. Quatro meses de blogoesfera...



Quatro meses de blogoesfera permitiram o alargar dos horizontes e redescobrir o prazer de escrever assiduamente.
Todos os dias, quatro, cinco, seis horas são dedicadas a preparar textos, a ler a amiga “concorrência” e a deixar, aqui e ali, uma opinião que se pretende pessoal e intransmissível.

Da curta história do blogue Exercícios de Escrita poder-se-à revelar que teve uma primeira e breve edição alojada no blogs.sapo.pt, não divulgada nos motores de pesquisa e, portanto, tão anónima como o são os sonhos que não se ousam sonhar.

A 30 de Novembro de 2004, seis meses depois da primeira tentativa se ter revelado infrutífera e insatisfatória, surge online a versão actual, alojada no Blogger.
A determinação imperou, desta vez.
Das muitas leituras sobre linguagem HTML e edição de blogues adquiriram-se os saberes necessários para alterar um ou outro aspecto da template inicial e melhorar o formato.
Com formação na área do ensino, mais especificamente ao nível da educação visual e tecnológica, os conhecimentos de informática e programação eram manifestamente insuficientes.
Descobrir como inserir um link, um contador de visitas ou formatar o texto para que se aparecesse justificado ou centrado ilustrando-o uma imagem, foi uma aventura.

Em Dezembro, o primeiro link para o EE surgiu no Desordem Pública.
Outros se seguiram... Exacto, Nómadas Perdidos, Tá de Noite, Mug Music, A Bordo, Rua da Judiaria, Eelko Van Mulder, Tribulandia, Estradas Perdidas, Lobices, Escrita, O Culto da Ostra, Garfiar, George Cassiel, Os (In)separáveis, Palavra Imagem, Seita da Luz, Paz Kardo, Palavras Perdidas, Levithan, Graças a Deus Sou Ateu!, CarlosFranquinho.com, Pantalassa, Acrescenta Um Ponto, Eco da Minha Voz...

(Seria injusto não referir outros blogues onde o EE e a autora foram mencionados como foi o caso d' O Meu Caderno, do Sorumbático, ou ainda do Escrita Solta...)

Actualmente, a chegar aos nove mil acessos, começa a ser conhecido. O trabalho é muito mas como diz o povo português “quem corre por gosto não cansa”.

Da autora, muito pouco haverá a revelar. É uma das muitas figuras anónimas que nestas lides se movimentam. Registrada, no seu percurso, fica a incursão esporádica na pintura, ilustração e na escrita. Actividades desenvolvidas a título de hobbie com o sabor adocicado de algo mais do que isso.

O certo é que, dos prematuros meses de vida do seu cantinho da blogoesfera, muitos são os aspectos positivos que ficam impressos na memória: o divulgar dos textos que escreve, a perspectiva de vir a colaborar num jornal, o travar conhecimento com pessoas que admira e com outras que anónimas lhe merecem o mesmo destaque. Para além disso, fica a possibilidade de dar voz à alma e ao sonho... de escrever.

Tudo isto só tem sido possível porque desse lado, há alguém que dedica meia dúzia de minutos a ler o que aqui se vai publicando. Assim sendo, agradece-se a todos quantos visitaram o Exercícios de Escrita, tenham ou não revelado, através dos comentários, a sua opinião.

Até breve... até amanhã!

terça-feira, março 15, 2005

62. Percursos Pedestres:
Esta Lisboa que eu amo

Elevador da Bica

A meia dúzia de dias do início da Primavera, o sol convida-nos a sair de casa e a percorrer os trilhos de um qualquer percurso, citadino ou não. É altura de voltar a calçar as botas ou os, velhinhos e confortáveis, ténis.

O pedrestianismo, também conhecido por caminhadas ou percursos pedestres, é uma modalidade que conta, cada vez mais, com um número considerável de adeptos. Para o comprovar basta estar presente nas iniciativas promovidas pela “Rotas do Vento” ou pela “Sal”. Em média serão grupos superiores a 15 caminheiros.
A 25 de Abril de 2004 a Sal, empresa de ecoturismo e formação outdoor, dinamizou uma caminhada guiada em que participaram mais de 100 pessoas. Marmitas de Gigante, um percurso pela serra da Arrábida, foi o desafio lançado. Quem por lá “palmilhou”, os 16 quilómetros, subidas e descidas acentuadas, diz que a paisagem fascinante valeu o esforço. E valeu!

No próximo Sábado, dia 19 de Março, será a vez de Esta Lisboa que eu amo. A distância a percorrer será reduzida, 5 km, mas permitirá aos caminheiros voltar a redescobrir o Bairro Alto e a Bica, bairros antigos cujo esplendor não está perdido. Para o confirmar será suficiente olhar com olhos de ver e caminhar. A beleza de outrora está lá. Em cada ruela, beco ou calçada, nas ombreiras das portas, nos parapeitos das janelas, nas fachadas das casas, em que na azáfama dos dias não reparamos. Os jardins podem ter sido esquecidos pelos homens e ser apenas frequentados pelos pombos mas continuam à espera da nossa presença. A oportunidade surge agora, na forma de um passeio numa manhã de Sábado.

A sugestão fica...

Quem vier, será bem-vindo!

Organização: SAL
Data: Sábado, 19 de Março de 2005
Local: Lisboa (Bairro Alto e Bica)
Encontro: 10:00h, Avenida da Liberdade, junto ao elevador da Glória (Palácio Foz, Restauradores).
Duração: 3 horas
Distância: 5 Km
Subidas e descidas: Várias
Dificuldade: Média
Preço: 5 euros
Observações: Aconselha-se a levar uma garrafa de água. Barras de cereais também poderão ser úteis. O calçado e a roupa deverão ser confortáveis.

segunda-feira, março 14, 2005

61. Música de outros tempos



O som dos Beatles invade o café...
Pedro, de olhos semicerrados, é envolvido por uma nostalgia que não admite e não percebe. Aquela música, desde há muitos anos, que o recorda de Ana. Pouco importam os muitos dias que tenham decorrido, desde a última vez que a viu, a imagem dela continua demasiado presente para que a ignore. No entanto contam-se, pelos dedos da sua mão, as vezes que de facto a vira.

O passado ressurge... na forma abstracta de um relampejar da memória.

Os seus pais possuíam, na altura, um pequeno café na Sobreda da Caparica. Era frequente ir ajudá-los, depois das aulas ou nas férias.
No Verão longínquo de 1990, valiam-lhe as visitas dos amigos para animarem as suas tardes. A Sobreda, apesar de ficar perto da praia, não era assaltada pelos veraneantes e os clientes eram os de sempre. Até que num fim de tarde, quando o sol se preparava para dar lugar à lua, lá estava ela... sentada numa das mesas, acompanhada por outra rapariga. Talvez uma amiga. Supusera, naquele instante.

Pedro recorda-lhe a voz doce, o riso cristalino, os caracóis ondulantes, os gestos femininos... a graça de uma menina que começa a ser mulher. Cativara-o, a ele que, aos 17 anos, só pensava em futebol e praia.
A uma primeira troca de olhares sucederam-se outras. Os dias decorreram...
Soubera, entretanto, que a amiga era, afinal, a irmã. Disse-lho a mãe.

Sorri... perdido no enredo com que a mente o brinda.

Sempre que Ana se aproximava parecia que as palavras o abandonavam e isso incomodava-o. A verdade é que, gostaria de ter falado descontraidamente com ela, como a mãe... mas o bater descompassado do coração impedira-o.
Estava apaixonado. Essa era a realidade e tudo em si o havia denunciado. Perguntou-se se haveria alguém que não o tivesse percebido.
Os pais mal a viam chegar trocavam olhares cúmplices enquanto lhe diziam para ir ver o que as meninas queriam. Como se ele não soubesse... Dois cafés e uma água do Alardo. Nunca chegou a perceber porque tinha, ela, a fixação por aquela água... actualmente quase fora do mercado português, por causa de uma qualquer contaminação detectada há 6 ou 7 anos.

Passaram-se treze dias... Chegou o décimo quarto e aquele em que, finalmente, conseguiu reunir a coragem suficiente para pronunciar mais que duas palavras... Convidou-a para beber outro café, quando ele saísse...
Ana sorrira. O rosto levemente ruborizado denunciava que o convite dele a afectara de algum modo. Ao contrário do que esperava, recusou-o e murmurou, timidamente, um adeus quase inaudível.
Emoções tumultuosas assaltaram-no enquanto a observou a subir a rua, rumo a uma casa que ele não sabia onde ficava. Sentira-se ferido... rejeitado.

O pior estava para vir...

Os dias que se seguiram passou-os numa ansiedade tal que beirava a obsessão e, em vão tentara descobrir quem era Ana. Ela esfumara-se como se fosse um fantasma. Ou um sonho. Ou uma miragem...

Adeus... – o eco da sua voz ainda ressoava dentro dele.

Nunca mais a vira desde aquele dia em que, ao som de uma melodia dos Beatles, lhe lançara um último olhar... no entanto a imagem dela em nenhum momento o abandonou.

Continuar a recordar tudo isto... parece-lhe uma infantilidade. Passaram-se 15 anos. Provavelmente estará casada e terá, um ou dois, filhos.
Por vezes, tenta imaginá-la envelhecida e sem aquela aura que a tornava tão distinta e bela. O esforço é infrutífero. A sua mente apenas lhe devolve o desenho de traços suaves e um sorriso que...

Onde andará Ana?

Talvez tão perto dele que se o soubesse estremecesse...

Talvez.... a escassos quilómetros, a recordar-se dele, uma vez ou outra, no silêncio de uma casa que só ela habita. Quantas vezes se terá perguntado, como ele, porquê relembrar aqueles, breves, quinze dias de férias... Ou porquê continuar, a folhear as páginas amarelas de uma qualquer lista, à procura de um número de telefone que nunca marcaria... mas que gostava de conhecer... como se isso lhe provasse que aqueles momentos tinham sido realidade.
Que diria Pedro se soubesse que Ana voltou à Sobreda mas não teve coragem de procurar por ele... não fosse a magia daqueles instantes, inocentes e únicos, se desvanecer.
Na verdade... seria desconcertaste se descobrissem que, no mais profundo das suas essências, aquele quinhão do passado tinha sido bem mais do que uma troca de olhares, entre dois adolescentes.

Mas que sei eu...?! Ana e Pedro, são criações da imaginação enquanto ouço Beatles... sentada num dos aconchegantes cadeirões do Cup&Cino.
Saboreio um “Triestino” e o aroma do café recorda-me, com alguma nostalgia, um outro Pedro... ou João... ou Nuno...ou seja lá o nome que tiver! Um outro alguém, que terá cursado o rumo dos seus dias num efémero segundo da minha vida e, do qual há muito não sei o paradeiro... por nem sequer me recordar onde fica o café onde estarrecida contemplava o seu sorriso...

Pouso a caneta durante uma breve fracção de segundos... O empregado aproxima-se...

Será que têm água do Alardo?!

Sorrio...

sexta-feira, março 11, 2005

60. 11 de Março de 2004



Antonio Delgado tem 41 anos, é casado e tem um filho de onze. A passada com que percorre os trilhos da vida é serena, mas a alegria de outrora foi substituída pelo peso da lembrança.
Daquele dia recorda, com pesar e horror, o sangue e o infortúnio de todos aqueles que, inesperadamente, se viram na hora e lugar errados. Nada se esquece ou desvanece...

Um ano... Um, longo e curto, ano passou.

El Pozo del Tío Raimundo é mais que uma estação! É um monumento à memória de pessoas que, inocentemente, padeceram subjugadas à mão criminosa... assassina, de mentes perturbadas. Fanatismo atroz este, que leva a que se atente contra a vida.

António sobreviveu e, ainda que não tenha transformado os seus dias num inconsolável lamuriar, as recordações, as emoções e os sentimentos não se esbatem no tempo.
Este sevilhano de face sisuda foi uma das pessoas que se viu envolvida no tenebroso atentado, de 11 de Março de 2004, em Espanha... O maquinista de um dos fatídicos comboios.

"Olhando pelo espelho, pareciam bonecos e eram pessoas..." – recorda.

Hoje, não procura explicar o sucedido... apenas diz: "Esta gente alberga um fanatismo tão doente..."

Infâmia. Horror. Matança. Caos. Inferno. Terror. Barbárie. Doze meses depois, continuam a ser estas as palavras que definem um dos momentos mais chocantes da história de Espanha. E do mundo actual!

59. Bom fim-de-semana...



A meia-noite já lá vai...

Os textos escritos aguardam ansiosos a revisão que é adiada... Mas a disposição assim o exige e a constipação assim o dita.

A semana chega ao fim...

O regresso a Castelo Branco é programado enquanto furtivamente contemplo o livro aberto, depositado displicentemente em cima da cama. Tenho saudades. De escrever. De ler. De não me doer o corpo. De não espirrar a cada minuto que passa... E, é desta forma que, depois ter chegado a casa há horas, dormido uma ou duas, não resisti a escrevinhar meia dúzia de palavras... mais que não seja, para desejar um bom fim-de-semana a quem pelo meu cantinho possa passar.
Um beijinho e até breve!

terça-feira, março 08, 2005

58. Risos Tristes



Era uma vez um menino franzino... os olhos grandes, o cabelo rebelde e um sorriso que, de tão meigo e espontâneo, nos fazia acreditar que não haveria maldade ou sofrimento a envolver os seus dias. Tinha três irmãos. Todos mais pequenitos que ele. O pai, trolha a dias, a mãe desempregada e alcoólatra, presença assídua dos cafés mais mal frequentados da rua, e a bisavó, já sem a paciência de outrora, corroída pelo passar dos anos e pela doença, completavam o seu quadro familiar.
Moravam numa pequena casa cedida pela junta de freguesia, depois da anterior ter ardido. Um descuido, numa fria noite de inverno, valera-lhes a desgraça.

O ar adulto com que repreendia os mais novos sempre me fez sorrir e abstrair de todos aqueles momentos em que consternada antevia o triste desfecho, da suposta união daquele lar.
A confirmação dos meus temores demorou três anos a chegar...

Hoje, ao ler uma notícia sobre a chocante situação de mais de 15 500 crianças e jovens, acolhidos em instituições, veio-me à memória o seu rostinho quase sempre sujo, as unhas encardidas, o nariz por assoar, o cabelo empastado em parasitas e o frequente cheiro azedo da sopa que trazia no termo maltratado.
Setenta por cento, dos meninos que englobam esse número astronómico, não retornarão à família biológica nem terão outro lar... assim o refere a jornalista Paula Ferreira, no Diário de Notícias.

Pergunto-me por onde andará o Eduardo, nome fictício que lhe dou...

Há dois anos e nove meses foi retirado, conjuntamente com os irmãos, à guarda da família.
Os inúmeros avisos da assistente social foram ignorados. Alertas que pretendiam evitar este desmoronar da família que, bem ou mal, tinha.

Gostava que estas palavras fossem fruto da minha imaginação... uma história apenas! Um conto triste. Mas não! Aconteceu com um dos meninos, aluno, de uma escola pública de Lisboa, onde trabalhei.
Relembro-me desse tempo, revivendo angústias e alegrias, enquanto não ouso outra esperança que não seja que este menino de riso fácil possa continuar a sorrir... sem que nenhuma nuvem ensombre o curso dos seus dias.
Oxalá não pertença aos setenta por cento que hoje são nomeados!

Tem 8 anos... Três irmãos mais novos...

A eles, onde quer que estejam, só lhes posso desejar um futuro mais risonho que o passado...

(São estas as notícias que me atingem e sufocam... não outras, de birras infantis e ofertas de fotografias de alguém que só pretende melhorar o país que temos!)

sábado, março 05, 2005

57. ASA: Paul Auster em Portugal



A editora Edições Asa fundada em 1951, tem uma vocação essencialmente escolar, o que não tem impedido que, nos últimos anos, brinde o leitor com lançamentos de temáticas variadas. Para o comprovar basta entrar numa qualquer livraria ou no seu site. Os títulos são variados e os seus atributos inegáveis.

Como nos revelam na Literatura, a ASA é hoje uma referência incontornável no panorama da edição portuguesa: novos autores, portugueses ou estrangeiros, de excepcional qualidade pautam a (...) oferta editorial.. Deste modo, não nos surpreende que, confirmado o sucesso internacional de Paul Auster, tenham decidido recuperar os seus mais antigos romances e publicá-los. Em Fevereiro teve lugar o primeiro lançamento com Pensei que o Meu Pai era Deus, livro onde o escritor nos envolve e cativa apresentando um testemunho elaborado a partir de relatos de histórias verdadeiras, de ouvintes de um programa radiofónico.

Muito poderia ser dito sobre o homem que dá pelo nome de Paul Auster. De menino, apaixonado pelo baseball, a escritor de renome vai mais do que um passo mas, o que é certo é que, é incontestável a sua importância para a literatura mundial.

Paul Auster, nasceu em 1947, em New Jersey. Estudou literatura inglesa, francesa e italiana na Columbia University, Nova York. Do período em que viveu em Paris, de 1971 a 1974, registam-se as traduções de Breton, Eluard, Mallarmé, Sartre e Blanchot. A instabilidade económica que rodeou os seus dias em terras francófonas, levou-o a reconsiderar a sua trajectória e a regressar aos EUA. Em 1980, dois anos antes da publicação do seu primeiro livro, instalou-se no bairro de Brooklyn, em Nova York, onde continua a residir e a trabalhar.

Considerado um dos autores mais apaixonantes da actual literatura americana, virá em Maio próximo apresentar o livro Música ao Acaso, inicialmente publicado em 1991, lançado por esta ocasião pela Asa. Confirma-se, desta forma, o objectivo proposto com a primeira publicação.

domingo, fevereiro 27, 2005

53. Apontamento...



Café com Letras. A imaginação expande-se no aconchego de um dos inúmeros recantos de Cacilhas. O mote?! Artes! De que se fala?! Paula Rêgo, Orfheu, Émile Zola...

Sinto-me em casa! Numa casa que é a de muitos mas que, também, é a minha num ínfimo segundo da contagem dos dias...

O cheiro a café entranha-se no ambiente, funde-se com o do fumo dos cigarros, esquecidos nos pequenos cinzeiros, e neste princípio de noite, fim de dia, o tempo é de partilha, amizade, cumplicidade e evolução.

Os livros prostrados sobre as prateleiras, cartazes a anunciar lançamentos de livros, iniciativas culturais, ou simples desenhos infantis a adornarem as paredes... devolvem-me a sensação, aconchegante, de outros espaços onde também as conversas fluíram e confortavelmente se passeavam os olhos pelas páginas amareladas de um qualquer livro.

Impera a simplicidade do espaço e uma serenidade sem fim propícia ao mais puro divagar das mentes e do coração.

A companhia?! Dois queridos amigos, caminheiros de diferentes e iguais andanças como assim o determina o curso da sina afecta a cada um de nós.

O ténue zumbido da máquina de café ecoa pelo espaço enquanto volto a inspirar o aroma da bebida estimulante que me é servida com letras... Café com Letras!

A conversa prossegue enquanto, no silêncio dos meus pensamentos, sou brindada com a certeza de que são momentos como este que, mais tarde, se hão-de recordar...

Apontamento:

A recordar... num futuro próximo:
Instantes partilhados com amizade!


Café com Letras


Rua Cândido dos Reis, n.º 88 a 94
Cacilhas
2800-269 Almada
Telefone: 212761601

sábado, fevereiro 26, 2005

52. "Desgostos fazem mal ao coração"
Sábado



Desgostos fazem mal ao coração assim é anunciado, na edição desta semana da Sábado, entreabrindo a porta ao tema, inicialmente, abordado no New England Journal of Medecine.

Os desgostos de amor, a perda de familiares queridos e outros choques emocionais (um ataque de fúria por exemplo) podem desencadear sintomas semelhantes aos de um ataque cardíaco.

Fala-se do Síndroma de Coração Partido como é designado pela equipa da Universidade de Johns Hopkins, responsável pela pesquisa. A notícia, que agora nos chega, elucida-nos sobre o tema demonstrando-nos como a libertação acentuada de hormonas como a adrenalina e a noradrenalina, responsáveis pelo vulgarmente intitulado stress, reduzem o fluxo de sangue para o coração. Os sintomas denunciados são falta de ar, dores no peito ou batimentos cardíacos irregulares. No entanto ao contrário do enfarte este síndroma é passível de não deixar sequelas.
O mais cépticos poderão não acreditar mas, certo é que, fica desta forma confirmado que o coração, mais que o motor central do nosso corpo é também a morada de todos os sentimentos.

Lendárias histórias de amor são referidas como exemplo, verídico, das inerentes alterações que o síndroma, recém descoberto, provoca na vida dos seres humanos.
Quem não recordará este ou aquele enredo em que por um qualquer desgosto de amor alguém se entregar à depressão e ao isolamento.
Maria Callas, é sem dúvida um deles, muito bem retractado no filme Callas Forever, com Fanny Ardant e Jeremy Irons sob a direcção de Franco Zeffirelli.
Outro exemplo, que nos chega, mais que de boca em boca ou através dos livros de história, é aquele que María Pilar Queralt del Hierro nos relata no livro Inês de Castro.
O amor adúltero de D. Pedro levou-o a constatar o sabor amargo do desgosto e a ver os seus dias moldados pelo sofrimento de perder a sua amada. Da Quinta das Lágrimas ficou a lembrança dos momentos mais felizes e de D. Afonso IV a imagem da mão infame que ousou ordenar a execução daquela que viria, anos mais tarde, a ser aclamada Rainha de Portugal.

Duvidar para quê?! Exemplos serão desnecessários se num momento de reflexão se recuar até este ou aquele momento das nossas vidas... O coração bate sem compasso, apertado no peito enquanto a angústia parece não caber dentro de nós... A tristeza envolve os sentidos e o mundo parece desabar. Quem não sentiu já isto?!

terça-feira, fevereiro 22, 2005

50. Feira do Livro em Fim de Edição
Gare do Oriente



A noite mal dormida não quebrou o compasso do dia. Nem me impediu de deslizar os olhos pelas lombadas dos livros, aos quais acariciava com a ponta dos dedos. Nem de, seduzida pela antevisão de umas dezenas de horas dedicadas à leitura, carregar o peso não de um... ou dois... nem de três, mas de cinco livros recém adquiridos na Feira de Livros em Fim de Edição descoberta por mero acaso.

A Feira do Livro em Fim de Edição apresenta publicações de mais de 50 editoras e estará aberta ao público até ao dia 13 de Março na Gare do Oriente, em Lisboa.
Os livros expostos são comercializados a preços convidativos tonando-se, até meados do próximo mês, num local obrigatório de passagem para os amantes da leitura. Fica a sugestão, de quem por lá já passou.

sábado, fevereiro 19, 2005

48. Adivinhe!

Os gritinhos do Guilherme ouvem-se por toda a casa.
Sentada, em frente do computador, preparo-me para delinear novos enredos, novas opiniões. Hoje, ao contrário do que é habitual, não me consigo concentrar. Da sala chega-me o som dos balbucios do meu sobrinho. Desisto! A euforia de o ter aqui é tanta, que se torna impossível obrigar-me a contemplar a insipidez do écran. O Word aberto e meia dúzia de ideias soltas não são suficientes para me abstrair do pequenino, que gatinha pela casa enquanto a minha mãe lhe vai dizendo:
- Vai, querido... vai ver o que a tia está a fazer.
Resta-me o tempo suficiente para desejar a todos um bom fim de semana...

Como despedida deixo uma adivinha...

Eu abro do amor as portas,
da vida as portas encerro,
Permaneço em coisas tortas,
mas não em monte ou desterro.
Adivinhe!


Uma dica?! Está relacionada com a escrita... naturalmente!
Qual será a resposta?

sábado, fevereiro 12, 2005

44. Beijar é um acto criminoso!




Hoje, já depois de almoçar, enquanto bebia um café, resolvi ler uma das edições nacionais de que sou habitual leitora.

Folheadas meia dúzia de páginas fiquei estupefacta... Por breves segundos imaginei que, por alguma malvadez dos deuses, tivesse dado um salto no tempo. Seria, 1 de Abril, o célebre dia das mentiras?!

“Indonésia proíbe beijos a não casados” um insólito do mundo que nos chega através das palavras de João Vaz, na edição do dia n.º41 da Sábado.

“O jornal Jakarta Post de domingo anuncia que revisão, em curso, das leis deixadas pelos holandeses na Indonésia inclui a proibição do beijo em público a pares não casados oficialmente e a possibilidade da polícia fazer rusgas a casas onde se suspeite haver pessoas em união de facto. O mais popular país muçulmano quer impor bons costumes com multas até 300 mil rupias (25.300 euros) e penas de dez anos de cadeia.”

Em pleno início do século XXI, numa época em que há países a debater a legalização do casamento homossexual e quem, no Canadá, tenha sugerido que as escolas deveriam leccionar uma componente curricular na área da educação pro-homossexual, eis que surge esta notícia!

Reconheço que sou uma pessoa conservadora (q.b.) mas, por mais que tente, tanto me parece ilógico que eduquem crianças com uma visão deturpada, de que “tudo é natural”, como se castrem as demonstrações inatas de amor.

O acto de beijar não será um condenável pecado ou algo sujo e feio, apenas porque não existe um contracto a legalizar a união de duas pessoas. Um mero papel, igual a tantos outros que assinamos ao longo da nossa vida... Semelhante àqueles que nos ligam a uma casa, um carro, uma empresa, ou seja lá o que for!

Será este um caso de impor bons costumes ou, simplesmente, o reflexo de uma mentalidade tacanha, retrógrada e nada inteligente?

Tudo isto leva-me a deixar a pergunta: Se eu beijar, em público, a pessoa a quem amar, serei pior pessoa?! Isso fará de mim um alguém sem valores ou valor?! Uma criminosa, tal qual assassinos disfarçados de políticos que, por puro capricho ganancioso, invadem um país e o submete a uma hipócrita política de genocídio, durante mais de duas décadas?

É chocante... não é?

segunda-feira, janeiro 24, 2005

35. Vaga de frio

O nevoeiro e o frio prostram-se sob as ruas. O dia principia o rumo habitual num intenso rodopio. A azáfama dos comboios lotados e do metro apinhado assalta-nos enquanto ainda esfregamos os olhos a arder em sono.

Os minutos vão se contando...

O trabalho revela-se, insípido e infindável, ao passo que o almoço, engolido à pressa, assemelha-se a um momento fugaz que o estômago esquece passado duas ou três horas!

Assim decorre mais um dia...

Chega a noite e, entre um e outro rabiscar de apontamentos num pequeno bloco, folheia-se o jornal diário que ficou por ler... até agora!

Uma notícia publicada acabou por me surpreender... "Vaga de frio "abre" portas do Metro aos sem-abrigo", DN, 24-01-2004 e, quase involuntariamente, sorrio ante o cariz humanitário que a iniciativa denota! Afinal, ainda que o frio se abata sobre o país não conseguiu congelar o coração humano.

A opção do Metropolitano de Lisboa (ML) para manter algumas das estações alfacinhas abertas a tempo inteiro e albergar os sem-abrigo se a vaga de frio assim o justificar é, sem dúvida, um acto a louvar.

É muito fácil idealizar-se um mundo melhor, onde fosse possível a todos ter um tecto sólido a abriga-los. Infelizmente, essa não é a realidade actual e, há que pensar naqueles que diariamente dormem ao relento depois de uma ceia que ficou por ingerir.

Com a anunciada vaga de frio eles serão certamente as vítimas mais atingidas! Mas o perigo não os espreita só a eles. Idosos e crianças também estão vulneráveis.

Alertas ocorrem e é imperativo que sejam tidos em consideração.

Braseiras convencionais e lareiras são perigosas! Quem não sabe isso?! E ainda assim, quantos casos existem de pessoas que já sofreram queimaduras provenientes de quedas e descuidos com estes geradores de calor?!

Os aquecedores, aparentemente mais seguros, também incorrem neste alerta pois um esquecimento poderá provocar desde incêndios a intoxicações. O aquecimento que se promova em espaços sem renovação de ar poderá levar à saturação de um gás prejudicial à saúde e por vezes letal, o monóxido de carbono.

O Instituto de Meteorologia e Geofísica (IPG) solicita especial atenção aos dias 26 e 27 em que se prevê o registo de temperaturas mais baixas. Impõe-se, portanto, a necessidade de vestir roupa quente suplementar, o mais confortável possível e que permita ao corpo respirar normalmente.

Em casa, portas e janelas deverão ser vedadas por forma a que a temperatura ambiente se possa manter nos ideais 20ºC e 21ºC.

Os avisos não ficam por aqui!

Aconselha-se a ingestão de alimentos quentes e exercício físico moderado. O coração, o motor central da máquina que é o nosso corpo, assim o exige! Neste caso, os mais vulneráveis serão os doentes crónico na medidas em que são mais susceptíveis de sofrer ataques cardíacos.

Ainda que, uma elevada percentagem da população o desconheça existe uma linha telefónica de saúde pública que em caso de necessidade se poderá contactar - 808 211 811. Fica a indicação que espero, sinceramente, que se revele informação inútil!
Assim... e atendendo à hora tardia que me impedirá de beneficiar das horas de sono tão desejadas, só resta desejar uma boa semana a todos os que vieram dar a este cantinho... perdido algures entre o mundo virtual e o real.

Um beijinho e boa semana!

quarta-feira, janeiro 12, 2005

32. Leituras...



O terceiro dia, em casa, avança e num momento de puro tédio volto a folhear pela milésima vez o jornal, a revista e um velho livro. Entre dois ou três espirros, não consigo decidir-me por este ou aquele tema e é inevitável não desejar que a reclusão domiciliária seja logo levantada.

Certo é que, o Sol, do outro lado da vidraça, continua a brindar-nos com os seus magníficos raios. Relembra-nos uma outra estação em que pegamos num livro e procuramos uma esplanada para durante horas deixarmos a imaginação fluir.

O astro rei traz-nos afinal a ilusão... não mais que isso!! Basta olhar para as temperaturas marcadas pelos termómetros para não apetecer transpor a porta da rua.

Fecho os olhos e tento lembrar-me de dois títulos de livros a ler...

“Onde Melhor Canta Um Pássaro” Alejandro Jodorowsky

“Danças & Contradanças” Joanne Harris

...a ler, depois de vencido o esforço de chegar ao fim de “Bica Escaldada” de Alice Vieira!

Comprei este livro, impulsivamente, como tantos outros na vã expectativa de corresponder ao que imaginava. Reconheço as crónicas bem delineadas mas sem a magia necessária para me prender às suas páginas. Isso aborrece-me.

Como sou teimosa... sei que vou concluir a leitura frustrada e desgostosa. Talvez até volte a relê-lo numa persistente tentativa de conseguir antever uma pequenina faísca cintilante e especial. Provavelmente não a verei... nem a sentirei mas fica a tentativa e uma opinião contraditória àquela que é dada a conhecer pela menina dos meus olhos, “Os Meus Livros”.

Vivemos numa suposta democracia... e como opinar e discordar ainda não paga imposto, “cá me fico” com a minha ideiazita que os grandes escritores também se acomodam e têm momentos menos banhados pela sensibilidade da inspiração!

sábado, janeiro 08, 2005

30. Bloqueio...

Um... dois... três... uma dezena de minutos passaram e as mãos geladas continuam prostradas sob o teclado numa imobilidade atroz como se da mente nenhuma informação lhes chegasse. Perante esta insubordinação da minha própria essência os olhos fitam a página em branco, expectantes e descontentes.

Dói-me o corpo ou talvez seja a alma! Arrepio-me ou talvez seja o sopro sinistro de um fantasma! Espirro ou talvez seja o expulsar de um velho e maquiavélico espírito! Talvez esteja só constipada e contrariada depois de um dia, puramente, dedicado ao ócio!

As palavras começam, por fim, a surgir no pequeno écran... Muito timidamente, nasce o primeiro esboço do dia. Entre um fungar impreciso e dois ou três bocejos o enredo vai tomando forma e as personagens... corpo e carácter.

Leio e releio cada trecho, numa ansiedade febril de descortinar o desfecho e, uma vez determinado, quedo-me a imaginar o que ocorrerá a quem por um acaso do destino o ler... Devaneios... Agridoces dispersares... ou simples indiferença?!

Por agora, contento-me em saber que amanhã, finalmente, surgirá editado algures num blog fruto do sonho e da persistência.

Por agora!

sexta-feira, dezembro 31, 2004

26. Feliz Ano Novo!




A tarde avança sem, ainda, se vislumbrar os primeiros sinais do despertar da noite que marcará a passagem para mais um novo ano. Aguardam-se, expectantes, os novos dias... repensa-se no ano que findou e expectantes ansiamos pelos dias por vir!

Neste impasse do tempo, surge o momento em que nos recordamos daqueles que ocupam um lugar especial no coração e, enviamos um sem número de mensagens, efectuamos outros tantos telefonemos e respondemos a uma infinidade de emails.

Na rua as pessoas andam apressadamente enquanto realizam os últimos preparativos ou, simplesmente, tentam chegar, o quanto antes, a um qualquer lugar. Outro dia que fosse o seu semblante seria certamente carregado, dominado pelo stress da correria. Hoje, com a certeza de que em breve abraçarão meia dúzia de seres queridos ao som das doze badaladas, nada disso surge caracterizado nos traços dos seus rostos. É vê-los a sussurrar - Feliz Ano Novo- a todos com quem trocam meia dúzia de palavras!

As horas vão passando e, também eu, tenho que me apressar e enredar neste corrupio que a todos abraça... Resta desejar a todos que o Novo Ano vos brinde com o que de melhor a vida tem!

Feliz Ano Novo! Até para o ano...

quinta-feira, dezembro 23, 2004

24. Feliz Natal!



O murmúrio das vozes chega até mim por entre o som dos carros que passam lá fora e entre o roufenhar da máquina de café... O tema?! Esse, todos o conhecemos: Natal!

É então, aqui sentada no café do costume, tão pertinho de casa que me basta atravessar a rua, que começo a escrever aquela pretensa mensagem de Natal!
“Meia dúzia” de palavras destinadas aos amigos... a conhecidos ou ainda, a desconhecidos que por algum acaso acedam ás singelas páginas do blog recém criado!

Como todos os anos rumarei à cidade que há 30 anos me viu nascer e confesso-me culpada! Talvez não me recorde de enviar um interminável número de sms... ou de fazer os telefonemas da praxe, pois este ano mais que o Natal, o aniversário da mana e de um amigo querido, também se há-de comemorar o Primeiro Natal do meu sobrinho! Um menino lindo com seis meses que me transformou numa tia babada!

Que me desculpem pelos jantares a que não fui, os cafés que não me foi possível tomar, as caminhadas que não realizei ou simplesmente os textos que não escrevi e as publicações que ainda estão por ler... porque, realmente, algo muito especial continua imperativamente a fazer-me fugir de Lisboa, um ou outro, fim-de-semana. A família!
Que quererei dizer com tudo isto?!
Talvez pretenda, apenas, desejar-vos tantas ou mais alegrias do que aquelas com que tenho sido brindada. Mais que isso... que nesta quadra tudo seja sorrisos afáveis, abraços sinceros, uma felicidade imensa... acompanhada de perto pelos entes mais queridos e aqueles que enxergam além da aparência e nos amam incondicionalmente!
Em resumo, e para não transformar a “meia dúzia” de palavras numa ode à família e ao Natal...

...desejo-vos a VÓS e à vossa FAMÍLIA o mais FELIZ NATAL!