segunda-feira, novembro 17, 2008

135. Hoje sou muito mais


Hoje sou muito mais…
Que a visão que ontem fui
E se amanhã aqui não estiver…
É porque a vida me importa
E o sonho, neste dia, não se dilui!
Afinal, sem saber se é fantasia…
Ou simples realidade…
Deixo-me contaminar pela alegria,
Por esse doce movimento de verdade…
Do que sou… e sempre serei!
Se um dia o puderes aceitar
Então, aí, talvez me possas amar!

Sim! Hoje sou muito mais…
Que a visão que ontem fui…
E se da minha vida sais
É porque o amor não flui
E assim nunca poderás ver…
A dimensão do que há por detrás do rosto…
Sim! O que sou… o que sempre serei…
Está muito para lá do que vês,
Até do que poderás entender…
E só com um olhar alargado
Me roubarás aquele sorriso,
Ou aquele suspiro tão revelador
Na certeza de que és amado!

Hoje sou muito mais…
Hoje sou consciente desta força,
Deste querer que me leva a abraçar,
Mais que o teu corpo,
Mais que o momento,
Mas a própria vida para além deste tempo!

Hoje… sou muito mais!!
Sim! Hoje sou o que sou… o que sempre serei…

domingo, abril 20, 2008

134. Dividida entre duas cidades…


Dividida entre duas cidades
Numa fuga que é regresso
Num regresso que é fuga…
Rasgou-se o coração em duas metades
Fruto de sonhos de outras idades
Que agora me parecem mais presentes
Do que realmente ausentes…
E se ontem a voz era murmúrio
Hoje é um grito que se solta…
Já longe, tão longe, do rio…
Mas perto, tão perto, dessa volta…
Que a vida dá como se fosse uma roda!
Cerro os olhos, inspiro o ar frio,
Rodopio sem sair do mesmo lugar,
Ou perder o norte ou o sul,
Certa de que não sei viver sem amar…
Essa terra e esse mar…
Opostos, distantes e tão assentes em mim!
Ficar ou partir será sempre perder
Um pedaço do que sou afinal!
Sucedeu pouco a pouco descobrir
Que a vida é mesmo assim…
Algo de que não consigo escapar
Sem deixar de acreditar e lutar!
Por mim, por ti
Mesmo que só depois de renascer…
Te possa voltar a abraçar…
Nessa terra que um dia nos viu…
Inventar uma história real de amor
Que o vento não conseguiu abalar!!
Dividida entre duas cidades
Numa fuga que é regresso
Num regresso que é fuga…
Rasgou-se o coração em duas metades…

Dividida entre duas cidades…