segunda-feira, julho 17, 2006

116. Bicho raro!!

Fotografia: Maria Nunes

Há por aí
Quem diga que o amor
É bicho raro…

Há por aí
Quem lhe chame paixão,
Desejo ou alento…
Mas que sabem os loucos
Que não veêm mais que um corpo
Esbelto, suado, sofrêgo,
Uma máquina de orgasmos
Que lhes tira o folêgo?!

Há por aí
Quem sobreviva de espasmos,
Vibrações e ilusões,
Sem conhecer
Mais do que o bicho “mau”…
O bicho “mau”
Que não é sentimento
Mas, afinal, momento,
Fruto de instinto animal!

Há por aí
Quem diga que o amor
É bicho raro…

Há por aí…
Quem não perceba
Como é caro,
Como é sarro
Para se coçar,
Chamar nomes feios
A simples devaneios!!

Há por aí
Quem diga que o amor
É bicho raro…

E talvez o seja…
Bicho… Bicho raro!!

quinta-feira, julho 13, 2006

115. Sei... não sei... Sonhei...


O canto da garça
É o eco da tua voz...
Quando ao fim da tarde
Embacias o ar com a tua graça
E me deixas mudo.
E se hoje recordo,
E se hoje não posso,
Houve um dia em que não foi assim,
Mas tu deixaste-me partir
Ou se calhar quiseste fugir.

Refrão:
Já não sei,
Talvez nem queira saber
O que fui quando me tocaste...
Porque hoje sei...

Parece terem passado séculos
E foi ontem que o teu olhar,
O teu abraço senti envolver-me...
E se te deixei ir,
Sem deixar de sorrir,
Foi porque estava cego...
Tão cego!! Tão cego...
Talvez cego de amor e dúvida.

Refrão:
Já não sei,
Talvez nem queira saber
O que fui quando me tocaste...
Porque hoje sei...

Não há luar mais belo,
Nem praia mais linda,
Do que aqueles
Onde mora o meu sonho
Chamado… esperança.
Talvez os nossos caminhos,
As nossas vidas se cruzem…

Refrão:
Já não sei,
Talvez nem queira saber
O que fui quando me tocaste...
Porque hoje sei…

Sonhei… sei… não sei… Sonhei…

O desafio de escrever letras de músicas, lançado por um amigo deu alguns resultados, um deles aqui partilhado!