
Rio, sorrio, rodopio,
E tal qual um navio,
navego ao sabor do vento,
apaixonada pela maresia,
amada pela cotovia.
Que venha a tormenta!
Não há onda que me detenha,
Nuvem que me abale!
Nada. Nada me sustenha!
A essência?! O Sol!
Rasgo a imensidão azul,
Bebo as gotas de orvalho e sinto-lhes o sal.
Embala-me o sonho,
Inebria-me o perfume a mar e continuo...
Rumo traçado, porto desafio,
crio, invento e num tresloucado delírio brinco.
Gozo as palavras que pronuncio...
E que guio por entre a sedutora bruma
Que vejo, que beijo... quando se impõe o silencio.
A alegria é plena, intensa e profunda
Neste segundo, neste minuto, nesta hora,
Em que já nada lembra do ano que findou...
E tudo é ânsia de viver o novo que chegou!
Rio, sorrio, rodopio...
E sem conseguir quebrar o encanto
Ergo a fronte
Estendo o olhar para lá do horizonte
Desenhando no ar o pronúncio anunciado...
do que é mais que vazio...
que chega tão manso e discreto,
Como a pena que acaricia a folha de papel
Ou aquele olhar,
Quieto,
Penetrante,
Feito de promessas e de mel,
Que tarda mas não foge!
Rio. Sorrio. Rodopio e acordo!
Como é bom estar aqui! E aí!
Este poema, escrito numa daquelas horas em que a noite já vai longa, é uma tentativa de vos desejar um Feliz 2006... cheio de sonhos, alegrias, força e muito sol a abrilhantar os dias! Espero de algum modo ter passado a mensagem.
Aproveito, ainda, este apontamento para vos comunicar que não desisti de escrever o romance "Os laços e as sombras", simplesmente não continuará a ser editado no blog. Se pretenderem ler os capítulos que se seguem agradeço que me comuniquem enviando um email para exerciciosdeescrita@sapo.pt. Periodicamente enviarei a continuação.
Obrigada a todos.
Um beijinho e até breve.