quinta-feira, dezembro 09, 2004

19. Marion Zimmer Bradley



Marion Zimmer Bradley dispensa apresentações se se recordar de títulos como "As Brumas de Avalon", "Filha da Noite" ou o ciclo "Darkover" ou, pelo menos, para aqueles que ao longo dos tempos têm dilacerando de lés-a-lés os seus livros numa ânsia incontida de descobrir o mundo fascinante que relatava.

Nascida em Junho de 1930, em Albany, nos Estados Unidos da América começou desde muito cedo, ainda adolescente, a associar o seu destino à expressão escrita.
Duas décadas depois do seu nascimento era considerada uma "escritora de sucesso fácil", literatura básica, geralmente associada a histórias de sexo e de mistério, publicadas algures em revistas de grande tiragem. Até aqui nada existia que fizesse antever o que o futuro lhe reservara.

Nos anos 60 e, abrindo horizontes que a sua determinação assim impunha, dedicou-se à produção de romances góticos. Foi nesta altura que começou, finalmente, a delinear-se o seu trajecto de forma mais sólida.

Com o sucesso alcançado obteve os meus necessários não só à sua subsistência mais indispensável como também, a necessária, para subsidiar um diploma universitário.
O tempo passou e a partir dos anos setenta a sua consagração mundial através do ciclo "DARKOVER", formado, hoje em dia, por mais de duas de dezenas de novelas e meia dezena de antologias de relatos, tornou-se uma realidade incontestável.
Actualmente, considerada um dos nomes sonantes da literatura mundial mantém-se indissociável à ficção científica.

A título de exemplo, e para que se entenda o seu valor, poderá ser relembrado que "As Brumas de Avalon", um dos maiores sucessos da escritora, esteve durante três meses na lista dos “bestesellers” do New York Times.

Marion Zimmer Bradley tornou-se ao longo do tempo um nome sinónimo de prestígio e uma das mais lidas no mundo inteiro. Mais que uma escritora norte-americana contemporânea, recentemente falecida (1999) é um ícone da literatura mundial que nos deixou mais de meia centena de livros aos quais deveremos reservar, pelo menos, a leitura de um dos títulos.

Sugestão:

Filha da Noite
Tambores na Noite
A Gratidão dos Reis
A Senhora de Avalon
A Casa da Floresta

As Brumas de Avalon - Rainha Suprema
As Brumas de Avalon - O Rei Veado
As Brumas de Avalon - O Prisioneiro da Árvore
As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia

O Poder Supremo - O Círculo de Blackburn
O Poder Supremo - As forças do Oculto
O Poder Supremo - A Fonte da Possessão
O Poder Supremo - O Coração de Avalon

Presságio de fogo
Salto Mortal
A Senhora do Trillium
A Herdeira
A Queda de Atlântida

terça-feira, dezembro 07, 2004

18. "A Noite do Oráculo" Paul Auster



Sentado numa redoma de vidro
avistas a vida que passa ...
enquanto tudo te ultrapassa
e apenas sorris... indiferente!

Que busca é a tua?!
Que verdade, nua e crua,
te sustém esse ar de quem sonha
mas que, afinal, se envergonha
deste mundo prostrado....
aos pés da delinquência!!

Recostado... no teu pedestal
Imune à violência
Levantas o nariz num gesto de impertinência!
E então?! Porquê esse franzir de sobrolho?!
Essa lágrima no canto do olho?!
Que não sentes,
nem pressentes?!

Tumultos, mentiras, fingimentos...
Insultos, iras, tormentos...
Vultos que sem rosto não reconheces
enquanto te recusas a sair da escuridão!
Tarda-te o sonho, não?!

Eleva a tua mente...
Abre os olhos!
Conquista essa verdade latente!
Mas vê por onde vais...
Há que perceber o que tens à tua frente!
O mundo é muito mais
do que o teu meio metro quadrado!

Onde fixarás a tua mirada
quando aqui... mesmo ao lado
se abeira de ti esta guerra camuflada
do bem e do mal...
Do certo e errado...?!

Remexeste, nesse recanto, por fim incomodado
pela realidade que te acerca...
Mas persiste no teu recolhimento hipócrita!
Iludes a contagem do tempo!
Mas que grande perca,
se afinal, nada recuperas de cada dia
Senão a egoísta hipocondria
própria de um insignificante parasita...

Que te impede de sair do casulo?
De um dar um pulo...
para lá da ilusão,
conquistar com o coração
a certeza de que a vida, mais que fantasia,
É poesia!?
Mais que alheamento... sentimento!
Mais que indiferença... presença!

Acorda,
que não há quem te atire a corda!
Faz-te à vida!!
E à essência que te corre nas veias!
Que cada dia é um entrançado de teias
onde mais que vencer ou perder...

Há que aprender a Viver!